Release e Entrevista CREPTUM

 




O ano zero foi 2001, sob o nome de Nekros, formada por Tanatos e Animus Atra em São Paulo - Brasil. Sem grandes pretensões do mainstream, o objetivo era destilar o Black Metal em sua vertente mais crua, com riffs simples e letras diretas, influenciados por bandas como Gorgoroth, Marduk e Sarcófago.

 Em 2003, a banda foi rebatizada como CREPTUM e após a definição do line-up com Tanatos (vocal/guitarra), Animus Atra (bateria), Deimous Nefus (baixo) e Anduscias (guitarra), foi gravado o primeiro material, “...make this world burn”.

 Mesmo após a boa receptividade do público à primeira demo, e com novos sons preparados, Tanatos deixa a banda em 2004.No mesmo ano, com uma nova formação, Animus Atra (bateria), Deimous Nefus (guitarra), Necro Occult Lord (vocal) e Phlegethon (baixo), a banda grava seu segundo material de estúdio, “The Age of Darkness”. 

Após concluírem as apresentações de divulgação deste trabalho, a banda resolveu se afastar por um tempo dos palcos e estúdio. Este hiato durou cerca de 8 anos, com o retorno anunciado em 2013. 

Em 2014 acontece em definitivo o retorno, com a regravação da demo “The Age of Darkness” em formato de EP com duas faixas bônus, regravadas da demo “...make this world burn”. A baixista Bast foi incorporada à banda e 2014 marcou também nosso retorno aos palcos. 

Também neste ano deu-se início aos trabalhos para o lançamento de um novo material, com músicas inéditas. Durante o processo de composição, Bast precisou se afastar da banda e para o seu lugar foi recrutado o baixista T. Aversvs. 

Em agosto de 2015 é lançado o single "In The Arms of Death", com duas prévias do debut álbum, além de um cover para o clássico "Massacre", do lendário Bathory. Em fevereiro de 2016 foi fechado um acordo com a Mutilation Records e o lançamento do debut, intitulado "Of Lies, Curses and Blood", aconteceu em setembro do mesmo ano. Já em novembro do mesmo ano a banda parte par a sua primeira turnê internacional, que passou por países como Colômbia, Equador e Peru.

O ano de 2017 marcou o início da produção do novo disco, ainda sem título. No mesmo ano, em outubro, a banda lança o single "Reborn in Flames" contendo duas faixas, "Reborn in Darkness", que faria parte do novo disco, e uma versão para a música "Black Celebration", do Depeche Mode. 2018 deu início as gravações do novo álbum, ainda sem previsão de lançamento. Em novembro do mesmo ano a banda fechou contrato com a gravadora Drakkar Brasil, braço sul-americano da francesa Drakkar Productions, para o lançamento do novo disco, agora intitulado "VAMA". 

No ano seguinte, durante as gravações, a banda precisou alterar o seu line-up, o que ocasionou no atraso das gravações. O vocalista Tanaos precisou deixar a banda, atuando agora apenas no background, para seu lugar foi chamado o vocalista/guitarrista Nebro, da banda brasileira Exílio. Poucos meses depois, o guitarrista Deimous Nefus precisou também se afastar da banda. Com isso, o baixista T.Aversvs assumiu as guitarras e para o seu lugar foi chamada a baixista Corvo. 

Em dezembro de 2019 a produção do disco foi concluída e o lançamento está previsto para o primeiro trimestre de 2020. 


FORMAÇÃO: 

T. Aversvs – Guitarra 

 Corvo – Baixo 

 Animus Atra – Bateria 


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ENGLISH: 

The Ano Zero was 2001, under the name of Nekros, formed by Tanatos and Animus Atra in São Paulo - Brazil. Without major pretensions from the mainstream, the objective was to distill Black Metal in its rawest aspect, with simple riffs and direct lyrics, influenced by bands like Gorgoroth, Marduk and Sarcófago. 

In 2003, the band was renamed as CREPTUM and after defining the line-up with Tanatos (vocal / guitar), Animus Atra (drums), Deimous Nefus (bass) and Anduscias (guitar), the first material was recorded, “...make this world burn”. 

Even after the public's good reception to the first demo, and with new sounds prepared, Tanatos left the band in 2004. In the same year, with a new line up, Animus Atra (drums), Deimous Nefus (guitar), Necro Occult Lord (vocal) and Phlegethon (bass), the band records their second studio material, “The Age of Darkness”. 

After concluding the presentations to publicize this work, the band decided to leave the stage and studio for a while. This hiatus lasted about 8 years, with the return announced in 2013. 

In 2014, the comeback definitely takes place, with the re-recording of the demo “The Age of Darkness” in EP format with two bonus tracks, re-recorded from the demo “... make this world burn”. Bassist Bast was incorporated into the band and 2014 also marked our return to the stage. 

Also this year, work began on the launch of a new material, with new songs. During the writing process, Bast had to leave the band and bassist T. Aversvs was recruited. 

In August 2015, the single "In The Arms of Death" is released, with two previews of the debut album, as well as a cover for the classic "Massacre", by the legendary Bathory. In February 2016 an agreement was reached with Mutilation Records and the release of the debut, entitled "Of Lies, Curses and Blood", took place in September of the same year. In November of the same year, the band left for their first international tour, which passed through countries like Colombia, Ecuador and Peru. 

The year 2017 marked the beginning of the production of the new album, still untitled. In the same year, in October, the band released the single "Reborn in Flames" containing two tracks, "Reborn in Darkness", which would be part of the new album, and a version for the song "Black Celebration", by Depeche Mode. 2018 started recording the new album, still with no release date. In November of the same year the band signed a contract with the Drakkar Brasil label, South American arm of the French Drakkar Productions, for the release of the new album, now entitled "VAMA". 

The following year, during the recordings, the band needed to change its line-up, which caused the delay of the recordings. The vocalist Tanaos had to leave the band, acting now only in the background, to his place was called the vocalist / guitarist Nebro, from the Brazilian band Exílio. A few months later, guitarist Deimous Nefus also had to leave the band. With that, bassist T.Aversvs took over the guitars and was replaced by bassist Corvo. 

In December 2019 the production of the disc was completed and the release is scheduled for the first quarter of 2020. 

LINE UP: 

T. Aversvs – guitar 

 Corvo – bass 

 Animus Atra – drums 

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Entrevista: Aline Pavan
Respostas: Animus Atra

Na entrevista de hoje, conversaremos com um dos principais nomes do Black Metal da atualidade: o CREPTUM. Nesta primeira pergunta, queremos abordar o novo álbum “VAMA”, como foi trabalhar no processo de composição deste álbum e vocês acreditam que este seja o melhor registro da banda até o momento?

Animus Atra: Em primeiro lugar, agradecemos o convite. “VAMA” é sem dúvida o nosso melhor trabalho até o momento. E o que teve a produção mais conturbada também. Começamos a trabalhar nele ainda em 2017 e nossa previsão era lançar em 2018. Trabalhamos na produção do single "Reborn in Flames", que lançamos em 2017 e inclui a 'Reborn in Darkness", que era uma música que já estaria no, à época, vindouro álbum, e um cover para "Black Celebration" do Depeche Mode. Já tínhamos todas as músicas prontas e em março de 2018 começamos a gravação da bateria. Depois disso foi onde começou o caos. Não conseguimos continuar com as gravações durante o ano, por conta de alguns problemas pessoais, e só retomamos em janeiro de 2019. Resolvemos então regravar a bateria, pois não tínhamos ficado satisfeitos com os resultados da primeira gravação. Depois tivemos problemas com a formação, com a saída do Tanatos e do Deimous Nefus, e como a voz ainda não estava gravada, precisamos correr atrás de um vocalista. Com isso finalizamos o disco apenas em dezembro de 2019, e daí o lançamento em março de 2020.

 

Aproveitando a pergunta anterior, vimos recentemente pipocando diversas críticas positivas acerca deste atual álbum, como vocês veem a recepção da imprensa sobre este material, uma vez que ele figurou por diversos sites como um dos melhores de 2020?

Animus Atra: De fato, tivemos uma recepção muito boa com este álbum. O que nos deixa extremamente satisfeitos, pois sabemos o quanto trabalhamos para deixar ele impecável.

 

E a aceitação do público do CREPTUM, foi positiva em relação aos trabalhos anteriores?

Animus Atra: Sim, foi bem positiva. Eu sou suspeito, gosto muito de ambos os álbuns, mas reconheço que o VAMA é bem superior ao “Of Lies, Curses and Blood”. O que é um processo natural, no caso. Adquirimos muito mais experiência nestes anos e no VAMA tínhamos uma ideia muita clara do que queríamos para ele, tanto musicalmente quanto no conceito.

 

2020 e 2021 estão sendo anos pesadíssimos com a pandemia, quarentena e etc., como andam os trabalhos de composição de novas músicas?

Animus Atra: Temos algumas músicas novas em que estamos trabalhando, mas ainda não sabemos exatamente como vai ser o futuro. Não tivemos oportunidade ainda de fazer uma divulgação “física” para o VAMA e sinto que seria triste deixar passar esta etapa com este álbum que significa tanto para nós. Estávamos preparando um show especial de lançamento do disco, que teve que ser adiado, assim como todo nosso aparato de palco, que sempre foi algum muito importante para nós também e que estávamos trabalhando para trazer algo diferente nos nossos novos shows, então talvez a gente retome isso ainda antes de partir para um novo lançamento. Como disse, não sabemos ainda como serão os próximos passos agora.

 

Estes últimos meses tem sido “a era das lives”, vimos inúmeros festivais fazendo suas edições online, porém não encontramos a participação do CREPTUM em nenhum deles. Foi uma posição da banda não participar destes projetos? Se sim, por que?

Animus Atra: Sim, isso foi premeditado. Como mencionei anteriormente, os nossos shows sempre foram uma parte muito importante da nossa arte. Para a gente nunca foi apenas sobre subir no palco e tocar. Pode parecer clichê, mas tratamos os nossos shows como um “ritual” mesmo, e fazer isso através de uma live não nos pareceu correto. Ainda mais em momentos que não podíamos nos encontrar pessoalmente, ter pessoas trabalhando conosco na produção e etc. Não íamos conseguir reproduzir a experiência que é estar num show do Creptum com o formato “cada um na sua casa”. Nada contra as bandas que fazem, mas para nós nunca pareceu correto. Temos planos de fazer um material em vídeo, com uma produção maior, mas ainda sem previsão. Vamos ver como o mundo e nosso governo de merda se comportam nos próximos meses.

 

Como você acredita que o headbanger brasileiro retornará após a pandemia? Tendo vista o tempo que estamos sem shows, você acha que o público dará mais importância aos eventos undergrounds ou continuaremos com festivais esvaziados?

Animus Atra: Ah cara, eu acho bem difícil mudar alguma coisa, na real. Provavelmente teremos uma presença muito maior no começo, por que ninguém aguenta mais ficar dentro de casa (o que muita gente não está fazendo, para ser honesto), mas eu acho q a tendência depois disso é tudo ficar na mesma. A falta de público no underground é um círculo vicioso meio difícil de quebrar, eu acho.  As bandas reclamam que não tem público, mas muitas delas não parecem muito se importar em oferecer uma experiência que valha a pena para o Fulano sair de casa e ir até lá. Muitos shows parecem mais um ensaio do que outra coisa. Por outro lado, sem público o organizador muitas vezes não consegue pagar uma grana melhor para as bandas, que por sua vez não conseguem investir em uma apresentação melhor. Por isso acho que é um cenário bem difícil de se mudar. Tem muitas bandas que investem nos seus shows e trazem uma experiência diferenciada para o público. O Vazio é uma delas. O show que eles fizeram no SESC aqui em SP alguns anos atrás foi algo q a galera não está muito acostumada a ver. Foi pago, foi apenas o show e não uma “balada” como normalmente acontece, e estava lotado. Se as bandas começarem a ter este cuidado, pode ser que as coisas mudem em algum momento.

 

Há algo que vocês queiram adiantar para nós relacionado a projetos para 2021?

Animus Atra: Como disse, não temos ainda nada que esteja bem encaminhado para o futuro. Estamos trabalhando em novos sons, mas ainda não sabemos como iremos trabalhar com eles. Talvez, o que esteja mais bem encaminhado é a gravação de um material em vídeo. Já tenho tudo organizado na minha cabeça e planejado. Estamos esperando só as coisas normalizarem um pouco para seguir com os planos.

 

Novamente agradecemos ao CREPTUM por esse bate-papo e deixamos este espeço para as considerações finais.

Animus Atra: Eu que agradeço pelo espaço. Neste momento em que não acontecem shows, a mídia é o que tem feito o underground ficar vivo. No mais, continuem apoiando as bandas. Comprem materiais se possível. Ouça nas plataformas de streaming. Se não dinheiro, invistam um pouco do seu tempo nas bandas que vocês curtem. Quanto ao Creptum, estamos em todas as redes sociais. Só procurar por nós lá.

Valeu e mantenham a chama acesa.




Postagem: SRWINS

Posting: SRWINS


Running Bot released new single

 


Russian Synth Metal band *Running Bot *released their new single «Step into
the Future». The release was recorded at "IVOLGA Studio", mixed/mastered by
Andrey Ivanenko and released by Russian "Patriot Label".




No one knows exactly when *Running Bot* was formed beside that they came
from Novosibirsk, Russia. The guys themselves tell that they run away from
a top secret biohacking laboratory. The band members are RM1X v 1.3 (vocal)
JSI v2.1 (guitar) AL5RF (bass guitar),  IK3 beta (keyboards) and G2BB
(drums). The band's debut single "Pandora" was released in January 2021.



Posting: SRWINS

Credits: GlobMetal Promotion

SENTENCER - BANDA REVELAÇÃO DO HEAVY METAL PAULISTANO

Helio Junior - Vocals/Drums, Sidney D.Gsus - Bass, Caio Garibaldi -
Guitars; Will Metalhead - Guitars
Banda de Heavy Metal de São Paulo com influências do metal tradicional ao thrash metal. Formada em 2020, lançou o single "The Devil Doesn't Sleep" em agosto daquele ano, contando com Caio Garibaldi nas guitarras, Sidney D.Gsus no baixo e Helio Junior no vocal. Após não encontrarem baterista, Helio Junior decide também assumir as baquetas. Em dezembro Will Metalhead entra no segundo posto de guitarrista completando assim a formação. Agora em Abril estão lançando o single e vídeo para "Fear And Dead Men", música inspirada numa história em quadrinhos de Darth Vader, vilão da série Star Wars. A música faz parte do EP que a banda está gravando e será lançado em breve.





Postagem: SRWINS

THE BLACK SPADE

THE BLACK SPADE – O espírito negro e inquieto em busca de conhecimento “As bandas de Black Metal atualmente, em sua maioria, são apenas mais umas bandas gritando Satã...”
É com muita honra que trazemos às nossas páginas, a magnifica banda The Black Spade, um projeto idealizado por Cavalo Bathory alguns anos atrás e finalmente efetivada em 2017.

 A banda usa esse espaço pra falar um pouco sobre questões históricas para a banda e seus integrantes, questões ideológicas e planos para o futuro. 

A conversa é muito reveladora e instigante, vale muito a pena a leitura e a interação com essa que começa a se destacar no cenário nacional: 

 Saudações meu nobre, é com muita honra que entrevistamos vossa entidade nas páginas negras da Lucifer Rising, por favor, nos apresente esta aos nosso sedentos leitores: 

 Cavalo Bathory: Extremas Saudações Lendário Anton e a todos os leitores que aqui lerão esta entrevista, na qual em Nome de todos da “FALANGE THE BLACK SPADE”, é uma Honra poder expressar um pouco das nossas manifestações nas negras páginas deste Livro das Sombras “LÚCIFER RISING”. Após minha saída da “MAUSOLEUM” na E.V. de 2004, resolvi pôr em prática os meus anseios obscuros através da música em um “projeto” chamado “CONDESSA SANGRENTA”, em conjunto com 02 aliados. Na época chegamos a ensaiar umas duas ou três vezes, não lembro ao certo, mas, como fomos convidados a cada um se envolver com outras bandas de nome mais expressivos, resolvi então, dar um tempo a este projeto que por fim, acabou que adormecido, porém, nunca esquecido; durante os 11 anos enquanto fui vocalista da “AMAZARAK”. Após isso, com a minha saída, resolvi dar continuidade, e logo de início, por sugestão de conhecidos, mudei o nome de “CONDESSA SANGRENTA” para “THE BLACK SPADE”, e encontrar as pessoas certas para trilharem ao meu lado, tanto que foi fácil, já que praticamente quase todos na época, já tocaram comigo na “AMAZARAK”, e de certa forma, isso ajudou e muito no entrosamento dentro da banda. Passamos por algumas baixas com alguns membros até gravarmos nosso EP “SANGVIS ET HONOR”, e após também; a formação atual é: C. BATHORY – FRONTBEAST AND BARK AT THE MOON; T. AVERSVS – HERETIC NEKROKAOS; T. ANDVSCIAS – THE INFERNAL TRVMPETS OV STORMS (sendo que este gravou toda linha de baixo em nosso novo ópus, e agora assumiu as guitarras, já que Nosso Grandioso Frater E. THANATVS, deixou a FALANGE por problemas pessoais) e recentemente preenchendo as duas pontas do Pentagrama está S. DAMBALLA – STRINGS POSSESSION AND POISON e M. NABERIVS – BLOOD RITVALISTIC PERCUSSION, ambos ainda não realizaram um ensaio conosco devido a esta pandemia causada pelo COVID-19, porém, já demonstraram um sério comprometimento com a Música e a Ideologia da “PHALANX BLACK METAL”….
O C. Bathory é um velho integrante da cena de Metal Negro Nacional tendo participações em hordas de grande expressão como Amazarak e Mausoleum. Conte-nos um pouco sobre essa trajetória, percalços e conquistas nessa trilha até concretizar o antigo projeto Condessa Sangrenta em The Black Spade: 

 Cavalo Bathory: Praticamente foram 21 anos de total dedicação ao Underground, e mesmo entre altos e baixos, tenho orgulho de ter feito parte da história de ambas as Hordas, desde shows, entrevistas em zines e claro, trabalhos lançados… Na Mausoleum, durante sua primeira década de existência, vociferei nas demos “Malign Souls” ( 1996); “Hynmof War” (1998); “O Retorno à Batalha” (2000); a Comp. Cd “Southern Warriors Cult” (1999); comp. K7. “JourneyThrough… (1999); “Brazilian Underground Attack vol.I” 4 split LP (2001) e “10 Anos de Bestial Massacre” Full LP (2004)…. Quanto a shows, foram muitos que de certa forma foram Importantes, mas a última celebração como vocalista da Horda foi a “Noite do Aço e do Fogo” (2004), show memorável onde até hoje, muitos que foram comentam sobre…. Já na Amazarak, foram gravados a demo “Comando Blasfêmia” (2005); “Ascenção do Anticristo” (2009) Fulllenght CD; “10 Anos de Comando Blasfêmia” em DVD/CD; “Ascensão do Chaos” (2016) 10′ split EP com Nervo Chaos; e “No Reino da Feitiçaria” (2016) 7′ EP split com Velho. Foram muitos shows Importantes, mas “Heavy Metal e Álcool I” (tocamos num puteiro); Setembro Negro (Enthroned/Sadus); Headhunter D. C. ( não lembro a data), Watain (2007); Marduk e Ad Hominen ( não lembro a data); Sabbat do Japão (????); Novamente com Enthroned (2015), onde gravamos nosso DVD comemorativo de 10 anos da Demo Comando Blasfêmia…. E por fim, lembrei-me de uma situação memorável para todos os presentes até então, quando uma conhecida nossa, subiu no palco e enquanto estávamos tocando, ela fez um “discreto” strip-tease…. Isso deu e muito o que falar… Com uma formação firme e alguns meses, vocês conseguem contrato com a Mutilation Rec. E logo lançam um fabuloso EP no segundo semestre de 2018. Como se deu esta relação com o selo e porquê um EP e não um álbum completo? Cavalo Bathory: Conhecemos o Tullula há muito tempo, um cara extremamente apoiador da Cena Underground e um grande amigo, como também possui um selo digno de respeito. Já trabalhamos juntos na época da Amazarak, então foi fácil, mais uma vez esta parceria, pelo qual vem nos dando um grande suporte e somos eternamente gratos por isso! Sobre nosso EP, a princípio seria lançado em Demo, mas por sugestão do próprio Tullula, resolvemos lançá-lo como um EP. Poderíamos até lançar como um álbum Full logo de início, mas decidimos que, foi melhor assim, justamente por termos muitos sons e termos a ideia de lançarmos muitos materiais futuramente…
O nome da banda, imediatamente, me remeteu ao Motorhead, existe alguma alusão ou foi apenas impressão minha? Qual o significado de The Black Spade? 

 Cavalo Bathroy: Apreciamos e muito Motörhead, e você não é o primeiro a perguntar sobre, justamente porque o “ÁS DE ESPADAS” se tornou uma característica Grande ao Poderoso Motörhead. Mas, o Nome “THE BLACK SPADE”, vem do meu antigo pseudônimo, quando eu usei na Amazarak. Foi uma forma de homenagear Quorthon que junto a sua Grande Horda BATHORY, foi de fundamental Influência para mim. Quorthon antes de adotar seu nome artístico até o fim, tinha o seu pseudo conhecido como “BLACK ACE SPUNKY SPADE”, e eu apenas adotei o “THE BLACK SPADE” pois sua pronúncia soa forte!!! O Nome em si não tem significado, pois pode ser traduzido como o NAIPE “Ás Negro” de cartas do baralho, como também “A Espada Negra” ou até “A Pá Negra” (essa, muito interessante). No baralho, representa uma carta maior ou menor, dependendo do jogo, seu uso pode ser como símbolo de sorte ou negativo, por ter um passado negro na História das Segunda Guerra Mundial e Vietnã (como símbolo da morte, ou guerra psicológica: tirar a sorte de quem e ou como iria morrer…); no Tarô “SPADE” é a Espada que é o objeto ou uma arma. Representa o ar, símbolo de espírito… Então, The Black Spade pode soar como “O ESPÍRITO NEGRO”… Ou ainda, dos quatros naipes do baralho é o mais complexo por representar a existência inquieta…. E sempre buscando o Conhecimento… Assim é The Black Spade : ” O ESPÍRITO NEGRO E INQUIETO EM BUSCA DE CONHECIMENTO” 

 O Black Metal, atualmente, tem sido apresentado e representado por uma série de novas entidades as quais são conhecidas (ou auto intituladas) como Ortodoxas, muitas delas negam-se pertencer à cena Black Metal, qual a visão de vocês sobre este “novo” conceito de Metal Negro ou Musica Obscura Espiritual?
Cavalo Bathory: É uma questão muito complexa e delicada, pois muitos não entendem e quando escutam ou leem a palavra “ORTODOXO”, a primeira coisa que vem em suas mentes é o “cristianismo radical” junto as suas leis e morais dos bons costumes arisca!!!… E a palavra “ORTODOXO” no Black Metal, nada mais é do que “DISCIPLINA E COMPROMETIMENTO ESPIRITUAL”, não é somente “MÚSICA”… Essa Filosofia vai muito mais além do que se possa imaginar, talvez por isso esse “DIVISOR” entre o “BLACK METAL TRADICIONAL” para com o “ORTODOXO BLACK METAL”, devido a muitas Bandas de Black Metal atualmente, que em sua maioria são apenas mais umas bandas… gritando Satã repetidamente, evocando e invocando, abrindo portais, acendendo velas e usando ossos, sem conhecimento e fundamento algum, sem saber exatamente o sentido e a sua essência…. Isso é muito perigoso, e tudo isso, apenas por “VISUAL E STATUS”… A Cena está cheia de Bandas assim, “VAZIAS”…. Mas, é claro que não estou generalizando, pois há excelentes bandas pelo qual se intitulam apenas como “BLACK METAL” e são muito “REAIS” no que fazem, isso eu não tenho dúvidas!!! Já, sobre o “ORTODOXO BLACK METAL”, tem surgido uma onda muito grande de bandas e zines ligadas a este estilo, e nada melhor, como em todas as “FASES”, O TEMPO para mostrar muitas coisas, correto? Quanto a mim, tenho Conhecimento sobre muitas bandas da cena, tanto as de fora como as daqui, e posso dizer que são de fundamental Influência para mim, pois sou envolvido neste meio, já que sou baixista como “SESSION MEMBER” da Grande VOBISCVM INFERNI, como também conheço algumas pessoas envolvidas não só com a Música Extrema, mas também ligadas a grupos espirituais do “CAMINHO DA MÃO ESQUERDA”, inclusive para quem queira conhecer sobre Bandas de Black Metal Ortodoxo no Brasil, procurem escutar VOBISCVM INFERNI; AMPLEXVS MORTEM; ISFET; OUTLAW; PRALAYA; SPELL FOREST; CATACOMB VOICES; SOVEREIGN (R.I.K.); VULTURINE; PACTVM; INFANDVM; AIN SOF AIR… ETC! Respeitadas e Honradas Hordas do Brasil!!!! S.E.H.S. Falando sobre o EP, como tem repercutido esse material aqui e fora do país? Cavalo Bathory: A Mutilation Rec. tem feito o seu papel, e mais uma vez só tenho a agradecer pela divulgação de nosso EP, de forma discreta temos lido ou escutado comentários de muitas pessoas que adquiriram, nos parabenizando, e isso é muito gratificante… Saibam que somos muito gratos à todos…. 

Sabemos que as apresentações ao vivo são a mola propulsora para muitas bandas, de metal em geral. Como tem sido este contato de vocês com o público ao vivo e como vem funcionando o entrosamento da banda nestes espetáculos?
Cavalo Bathory: Isso é verdade, pois é uma chance de você poder mostrar sua essência manifestando-a e contagiando todo o público presente…. Mas até o presente momento, a “THE BLACK SPADE” só se apresentou uma única vez em um show organizado pelos Camaradas da “OUTLAW” em 2018, e confesso que a princípio, eu não estava muito afim (como deixo claro que a “THE BLACK SPADE” não é uma banda para tocar direto, seja em qual for o lugar devido as más organizações, aparelhagens precárias e organizadores irresponsáveis ou com qualquer banda “carne de açougue”, por opção pessoal e ideológico); mas os demais membros da banda me convenceram e fizemos o nosso papel, o qual agradou a todos os que estavam presentes, inclusive após esse show, alguns organizadores chegaram a nos contatar, e até hoje muitos perguntam quando iremos tocar novamente…. Houveram duas oportunidades no RJ, em 2018, que não tocamos porque eu estava impossibilitado de vociferar…. E em 2019, iríamos tocar com a Banda Alemã “GOATH”, e que não sei por qual motivo a milícia mandou fechar o local (parece que as forças invisíveis não querem que toquemos no RJ). E no kaótico ano de 2020, iríamos nos apresentar em 3 festivais de Grande Nome, “DEATH WAR KULT (SC), BRAZILIAN RITUAL FEST e METAL NEGRO (Tributo ao BATHORY) ambos em SP, e não rolou por conta desta pandemia…. Tínhamos até o intuito de organizar algo para divulgar nosso Full, mas Infelizmente, tudo atrasou, inclusive nossa gravação, e devido a estes fatos, é cedo e incerto para dizer algo a respeito…. 

 Os integrantes da The Black Spade, dedicam-se exclusivamente à banda ou possuem outras bandas e/ou projetos? Fale-nos sobre essa capacidade de se desdobrar transitando entre estes vínculos paralelos. 

 Cavalo Bathory: T.AVERSVS toca guitarra na CREPTUM e é envolvido em outros projetos dentro do Underground; T.ANDVSCIAS toca guitarra na “AMAZARAK” e baixo na “THE LAWS KILL DESTROY” e também tem seus projetos dentro do Underground. M. NABERIVS toca batera na “GUERREIROS HEADBANGERS; OPUS TENEBRAE; THE LAWS KILL DESTROY, entre outras, S.DAMBALLA toca baixo na “PORTAS NEGRAS”, e por fim, como na questão #05, sou “SESSION MEMBER” como baixista da “VOBISCVM INFERNI”. Pelo fato justamente pensando, de a “THE BLACK SPADE” ser uma banda que não terá o costume de tocar direto, concilia e muito neste desdobramento para com os nossos compromissos paralelos, não atrapalhando de forma alguma nossa dedicação nas bandas ou projetos envolvidos.
Quais são os projetos futuros da The Black Spade para além do EP “Sangvis et Honor”?

 Cavalo Bathory: Infelizmente esse ano de 2020 fodeu todas as nossas expectativas, atrasando todos os planos… Porém continuamos a nossa luta, e estamos terminando as gravações de nosso FullLenght intitulado “… E DO FIM, SE FAZ O INÍCIO…”, a ser lançado pela grande “MUTILATION REC.” e após isso e seu lançamento, esperamos que caso QAYIN já esteja satisfeito com a sua colheita, talvez possamos fazer uma modesta apresentação de divulgação deste trabalho, e claro começarmos a trabalhar e ensaiar os sons novos, pois acredite, temos sons para pelos menos uns 03 discos além deste FullLenght… E muitas ideias para manifestar as quais ainda, é muito cedo para citar… Aguardem!! 

 Agradecemos imensamente a participação nesta praga midiática, deixamos o espaço aberto para seus últimos dizeres: 

 Cavalo Bathory: Em Nome da Falange The Black Spade, agradeço a tí Anton e a todos da Lucifer Rising por este tempo e espaço dedicado, no qual foi muito grandioso, e a todos os Hellbangers e Hellgirls que leram e descobriram um pouco mais das nossas ideias aqui manifestadas, sintam-se a vontade para nos contatar…. Que a Chama Ctônica prevaleça sempre queimando entre as sombras iluminando os olhos daqueles que realmente buscam o conhecimento, cegando os fracos não dignos de Sabedoria…. V.Q.F./A.S. H.L./ L.E.P.G.É.M./ S.E.H.S.
Confiram a faixa “Soberano Exu Caveira” que fará parte do Full:

 

Postagem: SRWINS
Créditos imagens (em ordem): C. Bathory. Foto por: Leandro Cherutti - Banda - Foto por: Leandro Cherutti - T. Andvscias. Foto por: Leandro Cherutti - T. Aversvs. Foto por: Leandro Cherutti - E. Thanatvs. Foto por: Leandro Cherutti

Anarkhon - Phantasmagorical Personification Of The Death Temple - (Lyric Video)




Phantasmagorical Personification Of The Death Temple was taken from the upcoming self-titled album released via Soul Erazer Records. Pre-Order here: https://www.soulerazer.com/ Facebook:https://www.facebook.com/anarkhon/ Bandcamp:https://anarkhonband.bandcamp.com/alb... Recorded at Dark Paradise Recordings São Paulo/ Brazil Vídeo made by Wanderley Perna!!

Posting:SRWINS